Um velho simpático de barba comprida, cabelos brancos, olhos negros e amáveis de um sorriso contagiante descia a rua com sua gaita azul tocando um blues animado.
Fazia gracejos pela rua, cumprimentava os rapazes, fazia crianças sorrir, e acenava para as moças com seu chapéu gasto.
Tocava por amor, alma, vida e poesia.
Trazia consigo um fiel seguidor: tinha pelos longos e sujos, dentes afiados, focinho comprido. Uma companhia mais do que agradável, chamava-se Bentão.
O cão farejava o rastro do dono, percorria ruas, avenidas e vielas, lado a lado em busca de uma boa aventura. Quem sabe livraria-se da vida complicada dessa gente que vive atolada de compromissos, pesadelos, sonhos inalcançados.
E os dois viviam do que sobrava da boa vontade que ainda existia no ser humano.
- Você não precisa morrer pra acreditar que existe vida, só precisa dar um pouco mais de calma ao tempo. - Dizia o velho ao cão.
E o cão apontava o focinho para a rua observando todas aquelas pessoas cheias de vazio que nunca se deram conta de que muitas vezes a felicidade não é o sapato bonito, o jantar bem farto, o tablet novo, o celular de última geração...não estou dizendo que isso não os deve fazer feliz, mas sim que isso passa e fica no tempo. O topo da pirâmide não pertence a ninguém por muito tempo. Abandone as ilusões.
Fazia gracejos pela rua, cumprimentava os rapazes, fazia crianças sorrir, e acenava para as moças com seu chapéu gasto.
Tocava por amor, alma, vida e poesia.
Trazia consigo um fiel seguidor: tinha pelos longos e sujos, dentes afiados, focinho comprido. Uma companhia mais do que agradável, chamava-se Bentão.
O cão farejava o rastro do dono, percorria ruas, avenidas e vielas, lado a lado em busca de uma boa aventura. Quem sabe livraria-se da vida complicada dessa gente que vive atolada de compromissos, pesadelos, sonhos inalcançados.
E os dois viviam do que sobrava da boa vontade que ainda existia no ser humano.
- Você não precisa morrer pra acreditar que existe vida, só precisa dar um pouco mais de calma ao tempo. - Dizia o velho ao cão.
E o cão apontava o focinho para a rua observando todas aquelas pessoas cheias de vazio que nunca se deram conta de que muitas vezes a felicidade não é o sapato bonito, o jantar bem farto, o tablet novo, o celular de última geração...não estou dizendo que isso não os deve fazer feliz, mas sim que isso passa e fica no tempo. O topo da pirâmide não pertence a ninguém por muito tempo. Abandone as ilusões.
