Mostrando postagens com marcador Contos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Contos. Mostrar todas as postagens

sábado, 5 de outubro de 2013

Anverso, verso - Inverso

 Noite de Natal - Inverso


Eu não sabia se meu desejo era matar ou morrer quando vi o André abobalhado trocando olhares com aquela mulher. Senti que meus esforços até então, haviam sido em vão e eu o perderia para alguém que nunca esteve presente verdadeiramente em sua vida.
Cheguei a assimilar essa história ao romance clichê produzido por Stephenie Meyer a fim de entreter as cabeças desocupadas dos adolescente.
Eu vi.
Eu senti.
Aqueles corpos se chamavam  como fogo e gasolina, e se não fosse pela minha insistência naquilo que eu queria, teria uma explosão diante dos meus olhos.
Meu corpo ardeu de dores quando ele sorriu em resposta a ela.
Não poderia haver nenhuma brecha, caso contrário, ele iria até ela, tê-la em seus braços como sempre quisera. Jamais poderia ser amada como ela um dia foi, mas sentindo todo aquele clima, resmunguei alto para que o encanto fosse quebrado e em pouco tempo, consegui liberta-lo de seus feitiços.
Nunca em minha vida, houve um natal que eu tivesse de odiar tanto quanto aquele, em que eu descobri que seu coração pertencia para sempre há alguém que não o merecia.

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Anverso, Verso - Inverso

Kiss Me by Sixpence None the Richer on Grooveshark
- Noite de Natal - Anverso



Para a minha surpresa, na madrugada de 25 de dezembro, comemorando o natal, nossos olhares se cruzaram em meio ao tumulto daquele bar e por alguns instantes fiquei totalmente atordoada. Te olhar era o que eu mais queria, não, te ter era o que eu mais queria! Queria ter a garantia de te ter para sempre, que nunca mais voltaríamos a nos separar, que ninguém poderia ter o poder de interferir no nosso final feliz. Mas o mundo voltou a girar, vi teu sorriso sumir e você a olhar para ela. Trocavam sinais a distancia. Os olhos dela me fulminavam, e toda aquela magia havia desaparecido como cinzas sopradas ao vento.
O fim veio quando você se virou de costas... eu não sabia o que ia acontecer, mas me lembrei que estava em festa, então dei as costas também. 
Existe um timbre de voz tão igual ao seu, que faz meu coração voar pela garganta e dar "olá" na minha boca, um cheiro capaz de despertar o frio na barriga, uma sombra que me faz correr ruas e ruas para descobrir que não é você.
Mas descobri que era amor quando ouvi na rodoviária a nossa música tocar.
Aquela música que eu insistia em dizer que unia as nossas vidas, e então eu senti aquelas lindas borboletas no estômago e me tomei de felicidade, mesmo sabendo que nós nunca mais voltaríamos a nos ver... Talvez você já esteja longe demais do meu desejo, mas eu conservo a sua imagem e o momento em que o tempo congelou quando fecho os meus olhos.